quarta-feira, 13 de julho de 2016

The Spots' Umbrella

The umbrella, vain as he was, liked to show off his blue and white balls. But he did not want to just be into any hand. Only next to the pretty girl did he feel good. Happy, the spots’ umbrella enjoyed every day spent with Catherine, until life handed him a trick: he was forgotten on the train. And now? 

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sábado, 25 de junho de 2016



«– Quase no ponto – disse Francisco Campina em voz alta, sentindo a excitação amplificar dentro da sua cabeça atormentada.
A visão da serra mudara para vermelho-fogo, ao revelar uma coluna de chamas delicadas, que começava a ganhar expressão. Uma realidade sublime.»
Começa assim o conto «Embalado Pelas Chamas». Faça o download grátis aqui:
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Festas Populares

Enquanto percorria as ruas sinuosas, salivava, antecipando o prazer de saborear uma sardinha assada na fogueira. Apenas uma, já que o preço não permite maior luxo. Engana-se a fome com bailarico, enquanto não começam as marchas.
Turistas maravilham-se com os balões, que vão colorindo o ambiente.
– Não faça isso, que murcha o manjerico – grita alguém, ao ver o nariz do inglês bem enfiado no vaso. – É assim! – explica, fazendo da mão a concha perfeita para o cheirar.

Quita Miguel

Desafio Escritiva nº 9 - santos populares com palavras impostas

quinta-feira, 16 de junho de 2016




Uma vida que muda aos noventa e um anos, imposta por um destino que não conseguiu recusar. Um novo país, uma nova casa, mas sempre a mesma passividade, até que uma criança vem revolucionar-lhe os dias e reabrir-lhe o coração para o amor, ainda que passageiro.

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Parábolas

Gostava de criar, de adicionar às palavras um significado novo. Era um contador de histórias, num mundo recheado pelas equações da vida. Pela sua voz multiplicavam-se suplícios de amores divididos pela partida de alguém, diminuíam-se prazeres e adicionavam-se dores. 
Dentro de si formavam-se teoremas, que ganhavam vida através de operações desiguais, ordenando-se de modo arbitrário. Não havia padrão no que construía, apenas procurava que cada parábola tornasse o perímetro da vida mais rico e sem resto zero.

Quita Miguel
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Vencedor

– Entra! – ordenou Policarpo, a partir da poltrona.
As pálpebras tremiam-me, ao mesmo tempo que o seu palavreado predileto preenchia o ar, achincalhando-me, impedindo-me de pleitear. Sentia-me como se estivesse no pelourinho, sob o olhar penetrante do julgamento.
«Desta vez, não vou ouvir calado», pensava, porém a boca permanecia fechada. 
Quando, por fim, se calou, encolhi os ombros, soltei um palavrão e atirei com a porta. Palavras para quê? Estendi-me à sombra da palmeira e, sentindo-me vencedor, sorri.
    Quita Miguel
    Desafio nº 107 - 10 palavras com PLR
SUMIR

Como seria bom se existisse um tecido que nos ocultasse, que nos tornasse invisíveis aos olhos dos outros. Nada do tipo «o rei vai nu». Não, não é nisso que estou a pensar.
Sabem quando nós apenas queremos que nos deixem em paz, queremos estar sem estar, ouvir sem escutar, ver sem olhar. Pois, seria maravilhoso poder apenas vestir uma capa e deixar de estar, de ser, ocultarmo-nos para a vida, sumir sem sair do mesmo lugar.

Quita Miguel
Desafio Escritiva nº 8 - invenção que muda o mundo